Índice
- O que é esclerose múltipla?
- Quais são os sintomas da esclerose múltipla?
- O que são pseudo-surtos na esclerose múltipla?
- Qual é o profissional que cuida da pessoa com esclerose múltipla?
- Qual é o nome do filme sobre esclerose múltipla?
- Tem interesse pela Neurologia? Saiba como dar o primeiro passo para a carreira em Medicina
O cérebro é como um grande centro de controle do corpo. Ele envia sinais para que a gente ande, enxergue, pense e reaja ao mundo ao nosso redor. Agora imagine se essa comunicação começasse a falhar.
É exatamente isso que acontece em algumas doenças neurológicas, como a esclerose múltipla.
Esse é um tema que costuma gerar muitas dúvidas. Afinal, o que realmente acontece no corpo de quem tem essa doença? Quais são os sintomas? Existe tratamento?
Para ajudar a explicar melhor o assunto, conversei com o médico neurologista Dr. Guilherme Menezes Mescolotte, especialista em neurovascular, neurointensivismo e doppler transcraniano, docente da Unoeste e preceptor da residência médica do Hospital Regional de Presidente Prudente.
Neste post, você poderá entender o que é a esclerose múltipla, como ela afeta o organismo e quais são os cuidados médicos envolvidos.

O que é esclerose múltipla?
A esclerose múltipla é uma doença que afeta o sistema nervoso central, formado pelo cérebro e pela medula espinhal.
Ela acontece quando o sistema imunológico — que normalmente protege o corpo contra vírus e bactérias — passa a atacar estruturas do próprio organismo por engano. Nesse caso, o alvo é uma camada que protege os nervos, chamada bainha de mielina.
Essa camada funciona como um “isolamento” que ajuda os sinais elétricos do cérebro a viajarem pelo corpo. Quando ela é danificada, os sinais passam mais devagar ou podem até falhar, o que causa diferentes sintomas neurológicos.
Com o tempo, a doença pode afetar funções importantes, como visão, movimento, equilíbrio e sensibilidade.
O que leva uma pessoa a ter esclerose múltipla?
A causa exata da esclerose múltipla ainda não é totalmente conhecida pela ciência. No entanto, especialistas apontam que o desenvolvimento da doença está relacionado a uma combinação de fatores biológicos, genéticos e ambientais.
Entre os principais estão:
- Alterações no sistema imunológico;
- Predisposição genética (histórico familiar);
- Fatores ambientais;
- Baixos níveis de vitamina D;
- Infecções virais anteriores, como o vírus Epstein-Barr;
- Tabagismo;
Ou seja, na maioria dos casos não existe um único motivo para o surgimento da doença. A esclerose múltipla tende a aparecer a partir da interação entre diferentes fatores ao longo da vida.
Segundo o neurologista Dr. Guilherme Menezes Mescolotte, professor da Unoeste e especialista na área, a doença costuma resultar justamente dessa combinação de elementos:
“A causa exata ainda não é totalmente conhecida, mas acreditamos que vários fatores juntos podem contribuir, em diferentes combinações, para o desenvolvimento da doença”, explica o médico.
Onde a esclerose múltipla “ataca” no corpo?
A esclerose múltipla afeta três partes do sistema nervoso central:
- Cérebro;
- Medula espinhal;
- Nervo óptico (responsável pela visão);
Como essas estruturas controlam funções essenciais do corpo, os sintomas podem variar bastante de pessoa para pessoa.
Por exemplo: quando o nervo óptico é afetado, podem surgir problemas de visão. Já quando a medula espinhal é atingida, podem aparecer alterações de movimento ou sensibilidade.
Quais são os sintomas da esclerose múltipla?
Os sintomas da esclerose múltipla podem ser diferentes em cada paciente. Alguns apresentam sinais leves, enquanto outros podem ter manifestações mais intensas.
Entre os sintomas mais comuns estão:
- Cansaço intenso;
- Visão borrada ou visão dupla;
- Dormência ou formigamento em partes do corpo;
- Fraqueza muscular;
- Dificuldade para caminhar;
- Problemas de equilíbrio;
- Tontura;
- Dificuldade de concentração;
- Alterações no controle da urina;
Para que um episódio seja considerado um surto da doença, os sintomas geralmente precisam durar mais de 24 horas.
Quais são os primeiros sinais de esclerose múltipla?
Os primeiros sinais da doença podem aparecer de forma repentina. Muitas vezes eles melhoram depois de alguns dias, o que pode atrasar a procura por avaliação médica.
Os sinais iniciais mais comuns incluem:
- Dor nos olhos ou visão embaçada;
- Formigamento ou dormência em braços, pernas ou rosto;
- Fraqueza em um lado do corpo;
- Cansaço extremo;
- Dificuldade de coordenação ou equilíbrio;
Por isso, qualquer sintoma neurológico persistente deve ser investigado por um médico.
O que são pseudo-surtos na esclerose múltipla?
Nem todo agravamento de sintomas significa que a doença está avançando. Na esclerose múltipla existe algo chamado pseudo-surto. Isso acontece quando sintomas antigos voltam temporariamente, mas sem que exista uma nova inflamação no sistema nervoso.
Alguns fatores podem desencadear esse quadro, como:
- Febre;
- Infecções;
- Estresse;
- Calor excessivo;
- Cansaço extremo;
Quando a causa é tratada, os sintomas costumam desaparecer novamente.
Quais são os tipos e diagnóstico da esclerose múltipla?
Existem diferentes formas da doença.
A mais comum é a forma recorrente-remitente, caracterizada por períodos de surtos seguidos de melhora.
Também existem:
- Forma secundariamente progressiva, em que a doença evolui gradualmente após um período inicial de surtos.
- Forma primariamente progressiva, quando os sintomas pioram lentamente desde o início.
O diagnóstico da esclerose múltipla não depende de um único exame. Os médicos geralmente utilizam uma combinação de avaliações, como:
- Ressonância magnética do cérebro e da medula;
- Exame neurológico;
- Análise do líquor (líquido da coluna);
- Histórico clínico do paciente;
Quais os tratamentos disponíveis para a esclerose múltipla?
Ainda não existe cura para a esclerose múltipla. No entanto, os tratamentos evoluíram muito nos últimos anos e ajudam a controlar a doença e reduzir a frequência dos surtos.
Entre as principais estratégias estão:
Medicamentos modificadores da doença
Eles diminuem a atividade da doença e ajudam a reduzir as crises.
Corticoides
São usados principalmente durante os surtos para reduzir a inflamação.
Reabilitação
Inclui Medicina Integrativa com fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, que ajudam a melhorar movimento, equilíbrio e qualidade de vida.
Além disso, alguns medicamentos podem ser usados para aliviar sintomas como dor, espasticidade muscular e fadiga.
Qual é o profissional que cuida da pessoa com esclerose múltipla?
O principal especialista responsável pelo diagnóstico e acompanhamento da esclerose múltipla é o médico neurologista.
Esse profissional estuda doenças do sistema nervoso e acompanha o paciente ao longo do tratamento. Em muitos casos, o cuidado também envolve uma equipe multidisciplinar, com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e outros profissionais da saúde.
Qual é o nome do filme sobre esclerose múltipla?
Algumas histórias reais ajudaram a trazer visibilidade para a doença. Um exemplo conhecido é o filme “100 Metros”, inspirado na trajetória de um homem diagnosticado com esclerose múltipla que decide enfrentar um grande desafio: completar uma prova de Ironman.
A história mostra como o diagnóstico pode transformar a vida de uma pessoa, mas também reforça a importância da determinação, do tratamento e do apoio médico.
Tem interesse pela Neurologia? Saiba como dar o primeiro passo para a carreira em Medicina
Doenças como a esclerose múltipla mostram como o sistema nervoso é complexo e fascinante. A neurologia é uma área da medicina dedicada justamente a entender essas condições e ajudar pacientes a manter qualidade de vida.
Se você se interessa por temas como cérebro, comportamento e funcionamento do corpo humano, a carreira médica pode ser um caminho muito interessante.
Tudo começa pela graduação em Medicina, uma formação que combina conhecimento científico, prática clínica e contato direto com pacientes desde os primeiros anos do curso.
Ao longo da faculdade, os estudantes aprendem sobre anatomia, fisiologia, doenças do sistema nervoso e diversas outras áreas da saúde que ajudam a compreender como o corpo humano funciona.
Na Unoeste, o curso de Medicina se destaca pela forte integração entre teoria e prática. Os alunos têm acesso a laboratórios modernos, espaços de simulação clínica e experiências em ambientes reais de atendimento, como hospitais e unidades de saúde.
Esse contato com diferentes cenários da prática médica ajuda o estudante a desenvolver raciocínio clínico, empatia e segurança para atuar na profissão.
Durante a graduação, também é possível conhecer melhor diversas especialidades médicas — como a neurologia — e descobrir com qual área você mais se identifica.
Se a ideia de estudar o cérebro e ajudar pessoas com doenças neurológicas despertou sua curiosidade, a Medicina pode ser o primeiro passo para construir essa carreira.
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