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Quando você pensa em Direito, o que vem primeiro à cabeça? Leis, tribunais, advogados e julgamentos provavelmente estão entre as respostas. Só que essa área é bem mais ampla.
O Direito está presente em situações que vão de um contrato de aluguel a uma relação de trabalho, passando por direitos fundamentais, impostos, empresas e até questões que surgiram com as novas tecnologias.
Por isso, entender o que o Direito estuda é também descobrir como diferentes aspectos da vida em sociedade são organizados por normas e princípios jurídicos.
Se você está pensando em seguir essa carreira, neste conteúdo vai conhecer os principais ramos do Direito, entender o que se aprende na graduação e descobrir por que Civil, Penal e Constitucional são apenas uma parte desse universo.

Introdução ao Estudo do Direito
Antes de mergulhar em Direito Civil, Penal ou Constitucional, é preciso entender alguns conceitos que servem de ponto de partida para a formação jurídica.
É aí que entra a Introdução ao Estudo do Direito, disciplina que ajuda o estudante a compreender fundamentos importantes para avançar nas demais áreas.
E faz sentido começar por aí. Afinal, quem chega à faculdade normalmente ainda não domina expressões como norma jurídica, jurisprudência ou ordenamento jurídico. Esse vocabulário é construído ao longo da formação.
O que é essa disciplina?
A Introdução ao Estudo do Direito apresenta conceitos necessários para compreender como o universo jurídico funciona.
É nela que o estudante começa a entrar em contato com temas relacionados às normas, aos princípios e às fontes utilizadas no estudo e na aplicação do Direito.
Essa base será importante durante toda a graduação. As próprias Diretrizes Curriculares Nacionais estabelecem que a formação deve desenvolver, entre outras competências, interpretação e aplicação de normas, argumentação jurídica, pesquisa e utilização da legislação, jurisprudência, doutrina e outras fontes do Direito.
Ou seja, a ideia não é simplesmente decorar artigos de leis. O estudante aprende a interpretar, pesquisar, argumentar e analisar situações a partir do conhecimento jurídico.
Quais são os 3 pilares do Direito?
Não há uma definição oficial que determine três “pilares do Direito” como se fossem três ramos jurídicos obrigatórios.
Na formação universitária, porém, as DCNs organizam o curso de Direito em três perspectivas formativas:
- Formação geral: aproxima o Direito de outros campos do conhecimento, como Antropologia, Ciência Política, Economia, Ética, Filosofia, História, Psicologia e Sociologia.
- Formação técnico-jurídica: reúne conhecimentos próprios dos diferentes ramos do Direito, como Constitucional, Administrativo, Tributário, Penal, Civil, Empresarial e do Trabalho.
- Formação prático-profissional: conecta os conteúdos teóricos às situações encontradas na atividade jurídica, incluindo práticas e experiências previstas no projeto pedagógico da graduação.
Assim, a formação combina conhecimentos humanísticos, conteúdos jurídicos e experiências práticas.
Quais são os ramos do Direito?
Os ramos do Direito organizam o estudo jurídico de acordo com diferentes tipos de relações e situações da sociedade.
Entre eles estão Direito Civil, Penal, Constitucional, Administrativo, Tributário, Empresarial, do Trabalho, Internacional, Processual, Previdenciário, Financeiro e Digital.
Além disso, as instituições podem trabalhar outros campos, como Direito Ambiental, Eleitoral, Esportivo, Direitos Humanos, Direito do Consumidor e Agrário, conforme seus projetos pedagógicos.
Mas o que cada área estuda? Para começar, conheça três ramos bastante conhecidos.
Direito Civil
O Direito Civil estuda relações da vida privada, envolvendo temas como pessoas, bens, obrigações, contratos, responsabilidade civil, família e sucessões.
Compra e venda, aluguel, casamento, divórcio, herança e indenização são alguns exemplos de situações que podem envolver normas e conceitos dessa área.
Direito Penal
O Direito Penal estuda os crimes e as consequências jurídicas previstas para as condutas consideradas criminosas.
Durante a formação, o estudante conhece conceitos necessários para compreender como o ordenamento jurídico trata essas condutas e a aplicação das normas penais.
Mas Direito Penal não é sinônimo de todo o sistema de Justiça Criminal. O Direito Processual Penal, por exemplo, trata dos procedimentos relacionados à aplicação da legislação penal.
Se séries de investigação e julgamento despertaram seu interesse, a graduação mostra que existe muito mais teoria e técnica por trás das cenas de tribunal.
Direito Constitucional
O Direito Constitucional estuda a Constituição, a organização do Estado e os direitos e garantias fundamentais.
É uma área que se conecta a diversos outros ramos. Questões trabalhistas, penais, administrativas e tributárias, por exemplo, também precisam respeitar as normas constitucionais.
O que aprende no curso de Direito?
Agora que você já conhece alguns ramos, fica mais fácil entender o que aprende no curso de Direito.
A graduação combina conhecimentos jurídicos com uma formação humanística e social. Ao longo do curso, você desenvolve competências para:
- Interpretar e aplicar normas;
- Compreender e elaborar textos jurídicos;
- Pesquisar legislação, jurisprudência e doutrina;
- Construir argumentos;
- Comunicar-se com precisão;
- Buscar soluções para diferentes problemas jurídicos.
Por isso, a formação combina teoria e prática.
Disciplinas teóricas
As disciplinas teóricas apresentam conceitos, princípios e conhecimentos necessários para compreender os diferentes campos jurídicos.
Mas a formação não fica restrita ao universo das leis. Ela também dialoga com Filosofia, Sociologia, Economia, Ciência Política, História, Psicologia e Ética.
Essa combinação é importante porque uma questão jurídica pode envolver contextos históricos, políticos, econômicos e sociais.
Se quiser conhecer melhor a organização da graduação, vale saber também quanto tempo dura a faculdade de Direito e como a formação evolui ao longo dos anos.
Disciplinas práticas
A Prática Jurídica é um componente curricular obrigatório do curso de Direito. As instituições também devem manter um Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) para desenvolver e coordenar essas atividades.
As experiências podem incluir atividades reais ou simuladas e estágios supervisionados. Conforme as regras do curso, também podem ocorrer em departamentos jurídicos, órgãos do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Procuradorias, escritórios e consultorias jurídicas.
Assim, o estudante aproxima o conhecimento das aulas das situações encontradas no universo profissional.
Por isso, ao pesquisar um curso de Direito, vale conhecer não apenas as disciplinas, mas também as oportunidades práticas oferecidas durante a graduação.
Outros ramos importantes do Direito
O universo jurídico é bem maior do que Civil, Penal e Constitucional.
Existem muitos outros campos que fazem parte da formação e das possibilidades de atuação. Entre elas, vale conhecer Direito Administrativo, do Trabalho e Tributário.
Direito Administrativo
O Direito Administrativo estuda a Administração Pública e as normas que orientam sua atuação.
Entre os temas relacionados à área estão órgãos e agentes públicos, serviços públicos, atos administrativos e licitações.
Para quem pensa em determinadas carreiras públicas, esses conhecimentos também podem aparecer na preparação para concursos para Direito.
Direito do Trabalho
O Direito do Trabalho estuda as normas e os princípios relacionados às relações de trabalho.
Empregado, empregador, jornada, férias, remuneração e encerramento do vínculo empregatício são alguns dos assuntos associados à área.
Direito Tributário
O Direito Tributário estuda a tributação e a relação jurídica entre o poder público e os contribuintes.
Impostos, taxas e contribuições estão entre os temas relacionados a esse ramo, que também se conecta a questões econômicas, empresariais e à atuação do Estado.
Direito Empresarial, Internacional, Previdenciário, Financeiro e Digital são outros campos previstos na formação jurídica.
Por que escolher cursar Direito?
Depois de conhecer tantos ramos, talvez você esteja pensando: será que Direito combina comigo?
Não existe um único perfil de estudante. Mas algumas características podem indicar afinidade com a graduação, como gostar de:
- ler e pesquisar;
- argumentar e expor ideias;
- acompanhar questões sociais e atualidades;
- analisar diferentes pontos de vista;
- buscar soluções para problemas;
E Direito não significa necessariamente advocacia.
Quem conclui a graduação pode buscar carreiras públicas, atividades jurídicas em empresas e organizações, mediação e outras possibilidades, sempre observando os requisitos específicos de cada profissão.
Se você já está pensando no futuro, também pode pesquisar quanto ganha um advogado e conhecer melhor as diferentes áreas de atuação.
Mais importante do que escolher o curso por uma única carreira é perceber se você se identifica com aquilo que vai estudar e com as possibilidades que essa formação pode abrir.
Por isso, ao escolher onde estudar, observe a formação oferecida, as experiências práticas, a estrutura e as oportunidades de desenvolvimento durante o curso.
Na Unoeste, o curso de Direito busca unir formação jurídica, visão humanística e experiências que aproximam o estudante da prática profissional. E, se você ainda estiver pesquisando modalidades, vale também entender se existe curso de Direito EAD e quais são as regras atuais para essa graduação.
Quer descobrir mais sobre a formação e entender o que pode tornar essa escolha ainda mais interessante?
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